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Destaques

Olha a perfeição aí.

A obra: Eu hei de te dar um imenso lugar. Lugar futuro para morar. Onde as ondas vão deixar chegar, chegar imaginando. Dizendo que te ama pra depois te colocar, no fundo. No fundo das ondas, para depois imaginar. O poder. Poder de te amar. Realeza. Das mais belas obras, beleza. Beleza eterna, eterna de te amar.

Monteiro Lobato – Uma breve Biografia



Monteiro Lobato, um escritor e editor brasileiro pré-modernista muito conhecido, afinal, ele é considerado um dos maiores autores de histórias infantis como o “O Sítio do Pica-pau Amarelo”.

Nascido em Taubaté, São Paulo, desde de cedo já mostrava um temperamento irrequieto. Após ser registrado como José Renato Monteiro Lobato, decidiu mudar de nome porque queria usar a bengala de seu pai, falecido em 1898.

Sua história é muito interessante e repleta de grandes feitos, e hoje, separamos um breve biografia sobre este grande autor. Continue acompanhando o conteúdo abaixo, e conheça mais sobre Monteiro Lobato.


Biografia de Monteiro Lobato

Monteiro Lobato foi um grande escritor e editor brasileiro, sua maior obra de destaque na literatura infantil foi “O Sítio do Pica-pau amarelo”. Ele criou a “Editora Monteiro Lobato” e mais tarde a “Companhia Editora Nacional”.

Monteiro Lobato foi um dos primeiros autores de literatura infantil em nosso país e de toda a América Latina. Além disso, ele também deixou uma extensa obra voltada para o público adulto.

Também retratou vilarejos decadentes e a população do Vale do Paraíba, quando havia a crise do café. Ele está entre os autores do Pré-Modernismo, um período que precedeu a Semana da Arte Moderna.

O autor também foi jornalista, tradutor e empresário. Além disso, também fundou a Companhia Petróleo do Brasil, onde ele se dedicou por dez anos.

Infância do Monteiro Lobato

Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 em Taubaté, São Paulo. É filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato.

Monteiro Lobato foi alfabetizado pela mãe, e logo despertou o gosto pela leitura, lendo diversos livros infantis da biblioteca de seu avô, Visconde de Tremembé.

Desde sua infância, já demonstrava seu temperamento irrequieto, e aos 10 anos escandalizou sua família, tradicionais fazendeiros do Vale do Paraíba e amigos do Imperador Pedro II, quando se recusou a fazer a primeira comunhão.

Adolescência de Monteiro Lobato

Monteiro Lobato fez seus primeiros estudos em Taubaté, sua cidade natal. Depois, em 1896 com 14 anos de idade, foi estudar em São Paulo no Instituto de Ciências e Letras.

Em 1898, ficou órfão de pai e logo em seguida, sua mãe também partiu, ficando aos cuidados do avô.

Quando nasceu, Lobato foi registrado com o nome de “José Renato Monteiro Lobato”, mas após a morte de seu pai, em 13 de junho de 1898, queria usar a bengala que pertencera ao país e tenha as iniciais “J.B.M.L.” gravados no topo do casco. 

Por esse motivo, resolveu mudar seu nome para que as iniciais ficassem iguais às do pai, e desde então passou a se chamar José Bento Monteiro Lobato”.

Sua formação

Sob a imposição de seu avô, em 1900, Monteiro Lobato ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, embora ele preferisse estudar Belas Artes.

Nesse mesmo período, morava em uma república de estudantes localizada no centro de São Paulo, junto a seus amigos Godofredo Rangel, Lino Moreira e Raul de Freitas.

Este grupo se reunia para cuidar da vida literária e escrevia para o jornal publicado em Pindamonhangaba, de propriedade de Benjamin Pinheiros. Utilizando vários pseudônimos, faziam oposição ao prefeito da cidade.

Godofredo Rangel e Monteiro Lobato mantiveram uma amizade longa e duradoura, onde trocaram correspondências por 40 anos, que mais tarde foram reunidas em um livro chamado “A Barca de Gleyre”.

Lobato escrevia para o jornal da faculdade, quando o mesmo apresentava sua preocupação com as causas nacionalistas.

Em 1904, na festa de formatura, fez um discurso agressivo em que vários padres, bispos e professores se retiraram da sala. Neste mesmo ano voltou para Taubaté. Posteriormente, prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Paraíba, em 1907.

Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade em 28 de março de 1908, e com ela teve quatro filhos: Marta (1909), Edgar, (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916).

Em 1911, Lobato perdeu seu avô, herdando a fazenda Buquira para onde se mudou, pretendendo ser fazendeiro. Iniciou a escrita do conto “O Boca Torta”, que seria o primeiro de uma série que mais tarde foram reunidos sob o nome de Urupês.

Os primeiros livros infantis

No ano de 1918, Monteiro Lobato publicou a primeira coletânea de contos, Urupês, quando traçou a paisagem das cidades por onde passou e o perfil do Jeca Tatu, um caipira apontado por sua pobreza marasmo e pela indolência que o tornava incapaz de ajudar na agricultura.

Essa figura, descrita por Lobato, chamou a atenção de Rui Barbosa que veio a citá-lo em um discurso na campanha presidencial de 1918, como um protótipo do caipira brasileiro, abandonado à miséria pelos poderes públicos.

A obra se tornou polêmica e famosa, e se espalhou por todo o país. Entusiasmo com o sucesso de Urupês, Monteiros Lobato fundou a Editora Monteiro Lobato, sendo a primeira Editora Nacional, através da qual foi publicado seus primeiros livros infantis.

Em 1921, publicou “Narizinho Arrebitado”, que passou a chamar-se de “Reinações de Narizinho”. Logo em seguida publicou “Saci”, e “O Marquês de Rabicó” em 1922.

Suas obras infantil fizeram muito sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seus personagens em outros livros como “O sítio do Pica-Pau Amarelo”.

Depois, em 1924, a Revolução Paulista levou a editora à falência. Após vender tudo, Lobato e o amigo Octalles fundaram outra editora para imprimir livros didáticos, sendo a “Companhia Editora Nacional”.

Conclusão

Monteiro Lobato possui muitos feitos de sucesso no Brasil, sua biografia é muito extensa e interessante para todos. Suas obras, ainda fazem sucesso no mundo infantil e adulto, e vão continuar por muito mais tempo. 


Referências


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